OLHAR
Um caso exemplar de
entreajuda
A
Olhar
- Associação pela Prevenção e Apoio à Saúde Mental - existe
há seis anos. A ideia-base que sustenta os seus princípios
foi a de incluir os mais variados processos terapêuticos da
psicologia na comunidade em geral, valorizando-se sempre a
psicoterapia como um veículo eficaz a qual deve, de uma vez
por todas, tomar um lugar de charneira e em igualdade
perante outros discursos clínicos de cura.
O lugar do psicólogo clínico é estar, de
facto dentro do consultório, num processo íntimo
frente-a-frente, ou em situações grupais específicas. E a
sua intervenção como agente consciente e conhecedor do
profundo sofrimento interno, prepara-o para desafios
estimulantes de cariz intra-social, sem nunca perder a sua
característica primária, que é apresentar-se como alguém
quase anónimo, enquanto terapeuta.
A preocupação social e a consciência do
crescimento de um profundo mal-estar civilizacional, requer
uma intervenção eficaz e preparada, onde os psicólogos
clínicos, mas não só, poderão ter um papel fundamental.
Porque a cura existe quando
nos reconhecemos no outro e o outro vê-nos de modo autónomo.
Assim sendo e, após mais de 20.000 consultas realizadas, a
Olhar
sem prescindir do seu desejo de descrição, reconhece que é
obrigatório, tornar cada vez mais visível os seus objectivos
iniciais.
Para além das suas instalações
em Lisboa, a
Olhar
está também no Porto e em Sintra. Pratica a preços sociais,
consultas de psicologia, neuropsicologia, psiquiatria,
pedopsquiatria, terapia da fala, orientação escolar,
aconselhamento jurídico, regularmente realiza formações para
técnicos ou finalistas, e ainda fomenta espaços de discussão
interna.
Colabora com outros parceiros e
instituições, acreditando sempre que o que está feito, ainda
é apenas um pouco do muito que há para realizar.
A
Olhar
mantém assim unida uma equipa
multidisciplinar de 50 pessoas, que de forma profissional e
articulada entre si, desenvolve acções de intervenção
social, sem nunca se desligar da psicoterapia e do seu papel
fundamental na prevenção da saúde mental.
Só podemos ver a sociedade como um todo, se
conseguirmos ver as partes. Enquanto os decisores políticos
não perceberem a necessidade de investirem a sério e com uma
visão de rigor na Saúde Mental, os portugueses dificilmente
sairão da posição incómoda de se manterem sempre na cauda,
quando avaliados e confrontados com os resultados de outros
países desenvolvidos e onde Portugal já se incluí.
É para acabar com este estigma
histórico, que a
Olhar
acredita na importância da sua existência ampliando cada vez
mais o seu campo de acção.
Carlos Céu e
Silva
Psicólogo
Clínico
Mestre em
Aconselhamento Dinâmico
Presidente e
fundador da Olhar